Célio Simões
Zé Lopes olhou desolado a imensidão liquida, inspirou profundamente, fazendo aquele gesto tipicamente latino de botar as mãos na cintura, apertar os olhos e balançar a cabeça… Realmente, para ele nada restava, a não ser arribar.
Equilibrado precariamente na cerca meio submersa, ele contemplava aquele cenário triste, sentindo um nó apertar-lhe a garganta. É que a enchente chegara!
Do seu terreno de várzea conseguido à custa de suor e privações, sobrara a copa dos igapós, o caule retorcido das mungubeiras, os vestígios da roça perdida. Zé previra a enchente e sabia do seu tamanho. Achara ovos de uruá no alto do mourão que fincara para amarrar a montaria. O patinho d´água com seu canto agourento não calara durante todo o verão e a lua estivera sempre tombada para o lado esquerdo no dia de Ano Novo. Nada, portanto, era surpresa. Continue a leitura
A Academia Artística e Literária de Óbidos – AALO, em sessão A A Academia Artística e Literária de Óbidos – AALO, em sessão solene, empossou nesta quinta feira (26) sua nova Diretoria, que terá como presidente, José Raimundo Canto. A solenidade foi realizada no auditório Aloysio da Costa Chaves do Tribunal Regional do Trabalho da Oitava Região, Belém – Pará e iniciou por volta das 19h. Continue a leitura
José Raimundo Canto
É consabido que a memória histórica dos municípios do interior paraense é conservada, na maioria das vezes, pela tradição oral. Em alguns casos, historiadores, profissionais ou não, tomam para si a escrita, a história e as estórias dessas localidades.
No caso de Óbidos, pelo menos a parte mais antiga de sua história é facilmente encontrada nas obras de Inglês de Souza, José Verissimo, Artur Ferreira dos Reis, mas para isso nos louvaremos dos registros lançados na obra Terra Pauxi, de Francisco Manuel Brandão. Continue a leitura
Célio Simões de Sousa
Senhores e senhoras:
Apenas uma alegria pode superar aquela que tive quando fundei a Academia Artística e Literária de Óbidos em 2009. É a que neste momento sinto de confiar o seu destino à nova Diretoria hoje empossada. Ao fim do meu mandato como primeiro presidente do Silogeu, cumpre-me passar o comando ao confrade José Raimundo Canto, para que dê continuidade a uma idéia que ousei conceber com o objetivo de retribuir o que os obidenses fizeram por mim em termos de lastro cultural. Continue a leitura
Walber Monteiro
Não há como evitar o lugar comum de afirmar, neste introito, que acolhi com profunda alegria o convite que me foi formulado pela estimada presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico do Pará para proceder a saudação ao meu amigo – e a partir de hoje duplamente confrade – Célio Simões de Souza, na solenidade que o investe na condição de novo membro deste Silogeu. Continue a leitura