DISCURSO EM SAUDAÇÃO AO ACADÊMICO FERNANDO PIMENTEL CANTO*

José Raimundo Farias Canto 

Estamos aqui reunidos para saudar a chegada do Senhor FERNANDO PIMENTEL CANTO, como quadragésimo membro desta Academia, homenagear nossos merecedores da MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO e nossos educandários Colégio São José e Escola São Francisco que hoje nos acolhem de volta em seus 100 anos de existência.

Nesta minha fala, primeiro saudarei os cidadãos agraciados com o título de honra ao mérito, com saudação especial aos Colégios São José e São Francisco para em seguida saudar a chegada do acadêmico Fernando à nossa AALO, seus membros e objetivos.

Como os senhores podem ver, temos assunto para conversar pelas próximas 4 horas, mas farei tudo para chegarmos a tempo de jogar o bingo sagrado do Cliper, a que o nosso Presidente tem presença garantida nos últimos julhos.

Saudarei a todos, escolhido que fui por deliberação direta do nosso Presidente desta AALO, acreditando mesmo que, à falta de outros requisitos pessoais, tal escolha tenha recaído em minha pessoa pela segurança de que eu estaria em Óbidos em mais este mês de Julho, posto que enquanto outros acadêmicos encontram justificativas saudáveis para não estar aqui, eu e minha família encontramos todos os tipos de DESCULPAS para permanecer por aqui, como a maioria dos obidenses.

COLÉGIO SÃO JOSÉ

O Colégio São José, foi fundado em Óbidos pelo venerando Bispo D. José Afonso Moraes Torres, para dar ensino aos meninos pobres destas regiões. Com tradição centenária não somente em Óbidos, mas em todo o Oeste do Pará, a Escola São José desde sua fundação em 11 de Janeiro de 1911, pelo bispo Dom Amando Bahlman, o qual recebeu o nome de “Ginásio São José”, cuja administração ficou sob a responsabilidade das Irmãs Franciscanas oriundas da Europa, mais especificamente de Portugal, representa no decorrer de sua trajetória educacional o berço intelectual de várias gerações que nessa Casa do Saber tiveram a honra de dividir, somar e multiplicar saberes nas mais diversas áreas do conhecimento.

Foi através da educação promovida por esta escola, durante o decorrer destes cem anos, que a Escola São José vem contribuindo com a educação e formação de várias gerações que se destacam no cenário local, regional e nacional como bons cidadãos, autores dos mais singelos, porém não menos importante, até os mais extraordinários feitos.

São alunos, professores, gestores, técnicos, funcionários, família, comunidade e colaboradores das mais diversas instituições que diariamente escrevem a história desta Casa do Saber deixando a marca da sua personalidade e o fruto do seu trabalho registrados nos anais da história da educação amazônica.

O educandário já formou ao longo de seus 100 anos de educação inúmeros doutores, professores, técnicos e pessoas importantes no contexto social. Atualmente, de acordo com o Censo Escolar/2009, a Escola Estadual de Ensino Médio São José possui 2.555 alunos matriculados, sendo 2.102 alunos matriculados no Ensino Regular e 453 alunos matriculados no Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, o qual é disponibilizado nas comunidades do Mocambo São José; Silêncio; Flexal; Igarapé Açu; Curumu; Arapucu e Vila Vieira.

Neste palco, como integrante do coral deste colégio, entoei Greenfields.

ESCOLA SÃO FRANCISCO

A Escola “São Francisco” foi fundada em 1º de junho de 1911 sob a direção de Frei André Noirhome, padre Franciscano com a ajuda do professor José Tostes; funcionava em uma das dependências da Igreja Matriz de Santana, objetivando assistência a juventude desamparada. Possuía dois níveis de ensino: o ensino primário e o profissionalizante (adequado a idade), tendo em vista primordial a formação religiosa e moral.

Iniciou com quarenta meninos matriculados, pois a escola era exclusiva para meninos que trabalhavam e estudavam sobre a responsabilidade dos padres, os quais conseguiram autorização para sua funcionabilidade com o intendente Graciliano Negreiro e com o juiz de direito da época Dr. Alcebíades Duarte.

Os objetivos primeiros do processo elaboral alcançaram bons êxitos, mas em 1915, muitos dos alunos foram deslocados para uma escola particular dirigida então pelo professor José Tostes, denominada “Escola Brasil”, onde atualmente está alocado o Asilo Municipal de Óbidos. De acordo com os relatos orais, no ano seguinte, houve uma considerada diminuição de matrículas, fato este que ocasionou, pela falta de estruturação do educandário e pela pouca participação de Clérigos, visto que esta se consolidava apenas na presença de Frei Rogério e Frei Estanislau. No ano de 1917, com a chegada de Frei Bernardino, os trabalhos com a Escola alcançaram melhores resultados.

Em 1945, Frei Protásio, Dom Floriano e Frei Daniel criaram “As Associações Marianas” que percorriam pelas ruas das cidades com cânticos e rezas. O prédio escolar funcionava no Bom Jesus transformou-se em “Sede da Congregação Mariana dos Moços de Óbidos” e, essas turmas foram então transferidas para uma construção ao lado da residência dos padres, onde atualmente está sediada a escola.

A construção da Escola Técnica Profissional “São Francisco”, fundada em 1951, fora realizada com recursos advindos de um convênio com o MEC (Ministério da Educação e Cultura) em parceria com a Secretaria de Obras do Estado do Pará e a Prefeitura Municipal de Óbidos, na administração de Dr. Raymundo da Costa Chaves. A devida conclusão da obra ocorreu no ano de 1955, dando uma nova reconfiguração no cenário educacional da sede do município.

Atualmente a escola Municipal de Ensino Fundamental “São Francisco” tem como missão “Primar por uma educação de qualidade, desenvolvendo no aluno o senso de cidadania“, para que possam ser cidadãos preparados para a vida e atuarem de forma digna na sociedade, fortalecendo dessa forma sua alto-estima e primando por uma sociedade mais justa e mais equânime. E tem comofilosofiapolítico-educativa “Trabalhar para a conquista da formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo, que saiba viver e conviver dignamente na sociedade da qual faz parte”.

Juntas são duzentos anos de ensino da melhor qualidade, a que praticamente todo este auditório teve acesso.

DOS AGRACIADOS COM O TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO

CESARINA SILVA DE AQUINO

A nossa ‘CESA’ para os amigos, foi uma dessas pessoas que vem ao mundo com a missão de enchê-lo de alegria e felicidade. E a alegria da Cesa foi sempre intensa, em todos os momentos de sua vida.Portadora de uma personalidade forte alicerçou sua existência no amor-doação, deixando-nos o exemplo de uma mulher guerreira; mãe e avó zelosa, amorosa e dedicada; esposa fiel e companheira; amiga leal de todas as gerações; ser humano generoso, humilde, caridoso, sempre preocupado com o bem estar de todos.

Construiu sua carreira profissional com competência e elegância que lhe era peculiar. Como professora, concebia o processo ensino-aprendizagem como algo dinâmico, o que a levou a desenvolver uma educação voltada para a formação de alunos autônomos, capazes de compreender o universono qual estavam inseridos.seu legado vivencial e profissional, colocado em prática no diálogo e na troca de experiências, com coerência e ética, num convívio marcante e cativante foi além de sua pessoa para enobrecer a coletividade. Foi uma pessoa com quem muito se aprendeu, pelo exemplo, pela conduta e pela firmeza de suas convicções.

MANOEL VALENTE DO COUTO

Nasceu 01.08.1898, casou-se 20.01.1934, com Maria de Lourdes Viana, tendo 4 filhos desta união, sendo escelente Mario além de pai exemplar, amigo e confidente, e faleceu em 26.09.1979, em Óbidos.

Formou-se em odontologia pela faculdade medicina do Estado do Amazonas, em 1918. Bem pouco tempo exerceu a profissão de odontólogo e dedicou-se ao magistério por mais de 45 anos.

Seu grande sonho era ver seus filhos bem instruídos. A história nos mostra que esse intento foi muito bem alcançado

Professor manduca como era conhecido, foi um homem que deu tudo de si em prol da juventude de Óbidos. Por suas mãos passaram grandes gerações que brilharam no cenário paraense. Lecionava todas as disciplinas, mas sua preferência era reservada ao ensino de matemática, tendo o mérito de ter sido um dos primeiros professores do obidense Constantino Barros, conhecido internacionalmente, pois era considerado o maior matemático de sua época.

Professor Manduca era conhecido e respeitado nos colégios de Belém e Santarém, uma vez que os alunos por eles preparados sempre eram aprovados e ocupavam as melhores classificações nos certames a que se submetiam.

Sua morte deixou uma lacuna no setor educacional de Óbidos e muito se deve ao professor Manduca que fez do magistério o seu campo de ação.

ANA MARIA TAVARES CHOCRON

Cursou o Primário no Grupo Escolar de Óbidos, prosseguindo seus estudos no Colégio Santa Clara, em Santarém, onde concluiu os cursos ginasial e pedagógico. É Formada em Letras pela Universidade Federal Fluminense, através do Campus Avançado, instalado nesta cidade. Foi professora primária na Escola São Francisco e Colégio São José, atuando em diversos anos e turmas. Foi professora do curso ginasial e normal onde lecionou Português, Sociologia, Didática, Geografia, História, entre outras matérias.

Foi diretora por duas vezes na Escola Professor José Tostes. Foi uma das fundadoras da Associação Cultural Obidense, sendo eleita a primeira presidente da entidade e dentro da sua gestão foi implantado o Museu Integrado de Óbidos. Há dez anos trabalha como catequista na evangelização de crianças da comunidade de Santa Maria.

Hoje, como professora aposentada, trabalha com sua família na indústria de beneficiamento de castanha do Brasil, que gera inúmeros empregos, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Município de Óbidos.

CARLOS RICCIARDI DA SILVA

Nasceu no Paraná da Dona Rosa, trabalhando desde seus 12 anos com a criação de gado. É viúvo de Antonia Barbosa da Silva, com quem teve 6 filhos. Serviu ao exército em Belém no período da guerra em 1945. Dedicou-se a pecuária e comércio até sua aposentadoria.

Em 1964, adotou Óbidos como sua terra do coração.

Hoje com 90 anos dedica-se ao plantiu de árvores frutíferas na fazenda e é um ambientalista apaixonado pela exuberante natureza da Amazônia. Mesmo não tendo concluído seus estudo, tenta expressar seu sentimento em forma de poema.

Seu maior desejo é ver Óbidos crescendo e oferecendo oportunidades às classes menos favorecidas.

EDUARDO DIAS

Meu irmão Eduardo Dias, a melhor homenagem que poderia lhe fazer será com seus próprios versos para dizer quem é você, e assim o faço através de parte da letra de sua canção “ALMA CABOCLA”:

Sou filho do Norte sou forte
Eu piso esse chão com amor
Sei que minha sorte é a morte
Sou caboclo e não sei
O que é temor
Eu venci na selva gigante e hostil
O rio e o seu desafio
A matinta e o seu assoviu
Me ensinou a ser forte e viril

Das florestas eu sou o senhor
O meu grito de guerra é o trovão
Meu desejo meu sonho daqui
É ser ouvido por toda a nação
Das florestas eu sou o senhor
A minha vida é um constante lutar
Sou de fibra sou um vencedor
Não me rendo jamais ao invasor.

E por vai, cantando e orando em suas músicas. Tivemos a sorte dele também voltar pra cá, contrariando sua própria música que apregoava que quando ele morresse, se não fosse pro céu, iria pro Marajó, montado em seu cavalo baio, debaixo das cores do sol.

Esses são os nossos ilustres homenageados no dia de hoje com a medalha de HONRA AO MÉRITO.

Quanto ao novo acadêmico, Senhoras e Senhores, a eleição nesta AALO ocorre com a publicação de edital que dá oportunidade aos membros da Academia de indicarem pessoas que preencham o requisito do estatuto, para poder concorrer à vaga, em eleição aberta para todos os seus acadêmicos.

Para a seleção, é constituída uma comissão que tem o encargo de orientar, fazer a eleição, apurar os votos e indicar ao Presidente quem foi o escolhido para ocupar a vaga aberta.

Esclareço desde logo, que não indiquei o parente Fernando, não fiz parte da comissão eleitoral, não fiz campanha pra ele e não votei nele, justamente para dar credibilidade e legitimidade merecidas para esta eleição, num país onde em certas regiões um processo eleitoral, afora o dicionário, ainda significa maracutaia na maioria das vezes.

Assim o fiz para não transformar esta academia num ambiente sem curvas, mas cheia de CANTOs que aqui poderiam ter chegados por meios espúrios a que ninguém toleraria. No entanto, encerrado o processo eleitoral de forma irretocável, não poderia, sem parecer demagogo, dispensar esta oportunidade de saudar o parente Fernando, acolhendo-o em nosso meio.

Esta AALO foi criada há dois anos obedecidas todas as exigências legais e culturais, por inspiração pessoal do atual presidente que, imagino, já respirava este silogeu desde seu berço, eis que nascido em meio familiar de escol, no qual foi habituado naturalmente à convivência familiar com escritores, professores, músicos, poetas, mas principalmente por ter nascido e se criado nesta bela cidade de Óbidos (PA).

Para fazer parte desta AALO, nosso estatuto fez um CTRL-C e em seguida um CTRL-V dos estatutos da espécie, ou como diz nosso Presidente CORTOU E GRUDOU, aquilo que todo mundo já sabe.

Euzinho da Silva lhe digo que o ponto fulcral antes de tudo é preciso saber defender Óbidos e suas coisas, com ou sem paixão mas com muito bairrismo. Ter nascido, morar ou ter morado por estas bandas, não é o bastante (tem muita gente que por aqui foi parido e daqui foi partido, sem nunca mais voltar ou daqui se lembrar ao menos.

Amar Óbidos, não é o suficiente, pois tem amante que apesar do grande amor de que á acometido, não sabe defender o ser amado, por froxura, medo ou covardia.

Por isso, penso que para integrar esta AALO o candidato deve saber defender Óbidos. Defender com amor, com decência, com ardor, com a dor, com paixão, com compaixão, com cacete, com pedra, com qualquer arma, coisa ou argumento com que se possa fazer respeitar esta terra querida.

Assim como você, o caboclo pode até ter partido daqui, mas deve voltar e, ao voltar, defender esta cidade com o coração na ponta do dedo para demonstrar como ela é importante para nós.

Para ilustrar este sentimento, alguns fatos são oportunos e devem ser narrados.

Há algum tempo atrás, um superintendente do Banco do Brasil, passou por aqui em visita. Dias depois foi almoçar em nossa casa em Belém, onde acintosamente começou a falar mal desta terra. Isso foi o suficiente para baixar o santo obidense em minha esposa Fátima, e ela desancar com o meliante, ao ponto de querer subir em sua garganta para fazê-lo engolir o desrespeito inoportuno.

Ele não sabia que a Fátima, nascida e crescida frente ao oceano atlântico em sua querida João Pessoa, havia trocado parte do verde de seu mar, pelas barrentas águas de nosso rio-mar. Pior para ele que não sabia que ela apregoava para suas amigas Anete Silva, Ena Souza, Julinha Mousinho e Maria Chaves, antes de nosso casamento que ela era filha-neta de um certo Capitão Elizeu Rangel, que na função de delegado da polícia paraibana, teria caçado Lampião nas brenhas do sertão de sua terra.

Bem, mas essa é uma outra história que não cabe contar aqui, afinal nos casamos por amor há 29 anos.

Esse arrogante cidadão perdeu a amizade dela e a grande chance de ficar calado.

Num outro episódio, foram comentar com a Rosália Chaves, filha do saudoso senhor Antônio Padeiro, que em uma partida de futebol o Brasil perdera para nossa arquirrival Argentina, tendo sido registrado o seguinte diálogo, para tirar qualquer sombra de dúvida:

– Pra quem mesmo o Brasil perdeu? Indagou a rosário.

– Pra Argentina, disse o informante.

– Ahhh sim, porque se fosse pra Oriximiná, eu ia lá quebrar tudo.

Isso demonstra a histórica richa que sempre separou os dois terrões.

Ontem conheci dois professores da UFOPA, o Itamar e a Sandra, ele de filosofia e ela de conhecimento integrativo da Amazônia. Nem bem chegaram e os dois já estão integralmente seduzidos e envolvidos com a defesa do patrimônio histórico e cultural de Óbidos,

À medida que eu ia lhes falando dos projetos desta AALO, do MPE, PMO, da Prelazia, e da sociedade como um todo, seus jovens olhos iam se incendiando de surpresa e contentamento com tantas iniciativas em defesa da cidade.

Ainda ontem em uma discussão familiar sobre a divisão do estado entre Tapajós e Carajás, uma nora ameaçou de que se a sogra continuasse defendendo a divisão e Óbidos ficasse no Estado do Tapajós, a nora falaria em oração com Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses, de quem a sogra é devota ferrenha (depois de Santana, lógico) para castigá-la, pois seria inadmissível tal perda.

Ainda não sei o resultado de tamanha ameaça, mas notou-se uma calmaria por parte da sogra depois desse embate em defesa de Óbidos.

Neste fato, eu prefiro não mencionar os nomes das partes envolvidas.

Certa vez em sala de aula, uma aluna me abordou perguntando se era verdade que para estagiar em nosso escritório de advocacia, alem de fazer o curso de direito, tinha que ser de Óbidos, uma vez que praticamente todos os nossos estagiários eram daqui.

De um outro olhar, vemos entre os acadêmicos da AALO, afora este falador, uma gama de acadêmicos da melhor estirpe obidense, merecedores que fomos dos votos necessários para integrar este seleto grupo.

Não esgotamos a nata da sociedade obidense, pois essa seleção enfrentou uma dificuldade muito grande diante tantas pessoas merecedoras de integrar esta AALO. Somente o voto, sufrágio universalmente respeitado, definiu os atuais membros.

Aqui, parente, você encontrará representante de todas as áreas onde os obidenses se destacaram, como empresários, geólogos, desembargadores, juízes, advogados, jornalistas, professores, funcionários públicos, escritores, arquitetos, bancários, procuradores de justiça, aposentados, poetas, cartorários, pesquisadores, sem graduação, graduados, mestres, doutores, pós-doutores, sendo que alguns ocupam mais de um lugar nessa profusão de funções e atividades, como a demonstrar quão rica de sabedoria é a nossa gente.

Muitos já tem livros publicados, outros tem tantas poesias da melhor cepa, que causam inveja a muitos municípios visinhos, que não se dão conta da grande importância que é preservar e incentivar a cultura.

Nesse norte de trabalhos literários já produzidos, temos a Izarina, Deodoro, Cláudio, Fernando Souza, Marly Uchoa, com vários trabalhos de poesias; o Ademar Amaral, com uma sequência de trabalhos da maior importância que culminou com a publicação do robusto Catalinas e casarões; a Bella Pinto, com vários livros publicados na área de educação infantil e ambiental. Na área acadêmica a profusão é bem considerável.

Contudo, o mais importante é a quantidade e qualidade daquilo que ainda temos em stand by, para ser tornado público e engrandecer ainda mais a literatura obidense.

Mas o objetivo da AALO também tem um olhar voltado para a produção literária dos artistas e literatos obidenses que não fazem parte de nosso quadro, mas produzem cultura nos mais diversos segmentos, seja em Óbidos ou fora daqui. Neste ponto, a contingência financeira vem barrando o avanço da AALO, que encontra o amparo para incentivar a publicação desses trabalhos.

Ainda assim, já foi possível realizar o primeiro concurso literário, cuja premiação ocorreu em julho do ano passado. O MPE vem defendendo com muita ênfase o tombamento de inúmeros prédios públicos e privados, incluindo a nossa própria residência. A PMO construiu recentemente a Praça do Estreito e a esta banda de música já esta consolidada. Ontem foi lançado o livro ‘A presença franciscana em Óbidos”, etc.

Aquele que não foi possível trazer para este meio, temos reconhecido os seus merecedores predicados com a distribuição através do voto de MEDALHAS DE HONRA AO MÉRITO, como hoje o faremos.

Mas é interessante registrar que esta defesa se estende de forma mais séria e ferrenha quando se trata de profissionais que fizeram sucesso. Daqui desta cidade já saíram Ministros e Presidentes dos mais variados tribunais deste país, membros da academia brasileira de letras, de jornalismo e jurídica.

Promotores, advogados, procuradores de Justiça, padres, bispos, freiras, médicos, e tudo o que se possa imaginar para defender esta cidade.

Caro parente, esse é um retrato ¾ de nossa AALO, de nossa sociedade, de nossa Óbidos.

O patrono, sem antecessor

Vou considerar esta AALO ainda um embrião, para justificar a existência do seu primeiro ocupante ora empossado na cadeira de nº 40, que tem como patrono o Pe. JOSÉ NICOLINO DE SOUZA.

As informações completas sobre seu patrono, foram retiradas do site da prelazia de Óbidos.

JOSÉ NICOLIONO DE SOUZA nasceu à margem do rio Nhamundá, na Vila de Faro que, em humilde cabana, em 10 de agosto de 1836. O padre Nicolino era filho de uma índia, sendo, pois, descendente dessas pujantes tribos que em remotas eras dominaram como soberanos e ricos o vale do Trombetas.

Fez seus estudos primários no modesto Colégio São José, que o venerando Bispo D. José Afonso Moraes Torres havia fundado em Óbidos para dar ensino aos meninos pobres destas regiões. O venerado Bispo, Dom Antonio de Macedo Costa, conheceu o bom coração de José Nicolino e o mandou para a França estudar as matérias necessárias para um ministro do altar.

Retornou em 1862 contando já vinte e nove anos de idade, tendo efetuado todos os preparatórios no Seminário de Serigueunx, e depois passou para o de Aire, onde concluiu o curso de Teologia. Regressando ao Pará já com a ordem de Presbítero, foi logo encarregado de lecionar no Seminário Menor da Capital.

Mas uma força oculta e irresistível atraía sua alma contemplativa para estas esplêndida região. A seu pedido foi dispensado pelo seu Prelado do magistério que exercia no Seminário da Capital, e nomeado vigário de Monte Alegre e depois de Óbidos, em 1875. Então teve ocasião oportuna de realizar um objetivo que desde longo tempo preocupava seu pensamento que era o de penetrar naqueles vastíssimos desertos do Trombetas.

Quando, no Seminário de Aire, na França, fazia seus estudos teológicos, dirigido pelos Padres da Companhia de Jesus, o velho Padre Reitor do Estabelecimento lhe mostrou um manuscrito, redigido em Latim pelos Missionários da Companhia, o qual continha o itinerário de uma expedição feita desde o Orenoco até o Prata. Nesse manuscrito, o Padre Nicolino encontrou notas preciosas, especialmente a notícia da existência de extensos campos ao sul das Cordilheiras de Tumucumaque.

Ora, nas regiões encachoeiradas do Alto Trombetas, e do seu afluente Cuminá existiam grandes Mocambos, onde viviam escravos há longos anos fugidos do Alto e Baixo Amazonas. O Padre Nicolino, alma verdadeiramente cristã, se havia feito espontaneamente um missionário, um apóstolo daquela pobre gente. Aos velhos habitantes dos Mocambos interrogava o Padre Nicolino sobre a existência desses campos. Os mocambeiros tinham relação de amizade com os índios Pianacatós, que ainda habitam o Vale do Cuminá e que, haviam feito com eles largas excursões pelas florestas, atravessado os campos, chegando até a vertente meridional do Tumucumaque aonde os Holandeses do Suriname vinham com ele comerciar.

Os negros interrogados pelo Padre Nicolino, responderam que tais campos existiam realmente, e que por eles vagavam índios mansos e quase brancos, e se prestavam da melhor vontade para acompanhar ao Padre na execução que desde logo resolveu fazer a essas remotas regiões. Alguns fazendeiros de Óbidos, e alguns cidadãos importantes da capital auxiliaram a expedição, e tinham um interesse em abrir um trilho por onde pudesse passar gado para esses enormes campos onde a industria pastoril pudesse tomar incalculável desenvolvimento.

De sua primeira viagem o Padre Nicolino, após penosos trabalhos, chegou até os campos. Da narrativa do seu roteiro, se depreende que a sua segunda viagem teve por fim estudar o terreno, e traçar uma picada desde o baixo Cuminá até os campos.

Em sua segunda expedição saiu o Padre Nicolino da foz do Samuhuma, a pé, através de matas virgens mas não lhe foi possível alcançar a foz do Urucuryana. Por isso voltou o ano seguinte, e de novo embrenhou-se pela floresta, prosseguindo a exploração que havia empreendido.

Foi então que a morte traiçoeira lançou por terra o arrojado explorador. Acompanhados de cinco meninos discípulos estes entoaram cantigas tristes, como se costumavam fazer todas as tardes e o padre disse: “Com mais dois dias encontraremos as aldeias Pianacotós. Com mais três, encontraremos os campos”.

Mas ao amanhecer o Padre disse: – “Estou mal!”

Passou o dia com febre – e às 4 horas da tarde, levantou a cabeça e disse: “OH! MINHA MÃE. MINHA MÃE!

Alguns minutos, depois, um menino chegou-se à rede e disse:

O PADRE ESTÁ MORTO!

O corpo foi velado durante a noite para que as onças não carregassem o corpo. À sua cabeceira foi posta uma pequena cruz que o Padre costumava trazer ao peito, se acendendo uma vela de cera de cada lado. Ao amanhecer o corpo foi lavado na água fria do igarapé, e depois o enterrado em baixo de uma castanheira, com uma cruz fincada à cabeceira da sepultura. Quando a notícia que o padre havia morrido chegou ao mocambo todos se recolhiam às suas casas e choravam sem consolação.

Três anos depois o corpo foi desenterrado e levado para a sua Igrejinha de Uruá-Tapera. Os habitantes do Trombetas e de Óbidos vieram em piedosa romaria inumar os restos mortais do seu vigário e amigo na ermida que ele próprio havia edificado.

Os seus restos mortais foram levados para a sua igrejinha de Uruá-Tapera, em lugar que deu origem ao município vizinho de Oriximiná, onde uma pequena pedra e cobre tem esta singela inscrição: “AQUI JAZ O PADRE NICOLINO DE SOUZA. NASCEU NA VILA DE FARO EM 10 DE AGOSTO DE 1826. FALECEU EM 12 DE OUTUBRO DE 1882. LEMBRANÇA DE SEUS AMIGOS” (in “Caminhando Libertando (Anuário da Prelazia de Óbidos) 1957-1982).

O ACADÊMICO FERNANDO PIMENTEL CANTO

Ao incorporar, não só o Fernando, mas ao que ele possa representar, esta AALO reafirma sua capacidade de absorver variados estilos de pensamento e se afirma ao empossar um autêntico intelectual coletivo, para usar uma expressão de Gramsci.

O Fernando nasceu em Óbidos em 29.05.1954, filho de Antonio Salgado do Canto e Maria da Saúde Pimentel Canto.

É casado com Sônia Maria Silva Montalverne Canto, tem cinco filhos.

É bacharel em ciências sociais, 1976-1980, pela Universidade Federal do Pará-Belém-PA.

Na área de pós-graduação:

Cursou o Instituto Brasileiro de Administração Municipal/IBAM, Rio-1983;

Entre 1987-1988, na Universidade Federal do Para/UFPA Belém-PA, fez Curso de Especialização em Teoria Antropológica;

No ano1999, Universidade Federal do Pará/UFPA – Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/NAEA – Governo do Estado do Amapá, Macapá – AP, fez o Curso de Especialização em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental.

Em 2009 iniciou o curso de Mestrado Integrado em Desenvolvimento Regional – MINTEG/UNIFAP, na linha de pesquisa de literatura, história e memória cultural, na área de concentração da sociedade, cultura e desenvolvimento regional, com o título de “Vertentes discursivas da fortaleza de São José de Macapá: das cartas dos construtores às transformações e apropriações simbólicas contemporâneas”, já com indicação para publicação pela editora do Senado federal.

No futuro, ele pretende estender esse trabalho a todas fortificações existentes na Amazônia. Na área literária, Fernando publicou seu primeiro livro em 1984, como autor do livro “Os Periquitos Comem Mangas na Avenida” DIO/AP – Macapá-AP;

É Autor do livro “São José de Macapá – Roteiro Poético” DIO/AP – Macapá – AP;

Em 1987, publicou o livro “Telas & Quintais” (Coletânea de textos sobre o Amapá), Imprensa Oficial/PA e Conselho Territorial de Cultura Belém-PA/Macapá-AP;

Em 1988, que se tem como um dos seus anos mais produtivos, participou das coletâneas “Contos Paraenses” (com 10 autores), e “Novos Contos Paraenses” (com 12 autores); Participante da “Coletânea Amapaense Poesia e Crônica” GTFA/SEEC/DAC-Edições CEJUP Belém-PA; foi 1º Lugar e “Menção Honrosa” no concurso de Poesia sobre os 300 anos do Ver-o-Peso, PMB/SEMEC, editora Falângola, de Belém-PA; foi “Menção Honrosa” no I Concurso CATA de Literatura com o conto “Na travessia, dentro da noite feia”, da Fundação Waldemiro Gomes/Falângola-Belém-PA;

No ano de 1990, foi classificado em 3º Lugar no III Concurso CATA de Literatura com a monografia “A Água Benta e o Diabo”, da Fundação Waldemiro Gomes/Falângola-Belém-PA;

Já em 1991, foi participante do livro IV Concurso CATA de Literatura (com 2 crônicas), publicado pela Fundação Waldemiro Gomes/Falângola, de Belém-PA;

Em 1992, publicou como autor do livro “Fedeu, morreu” (poesia) – UFPA Belém-PA;

Em 1993, foi classificado em 1º Lugar no I Concurso de Contos das Universidades do Norte com o conto “O Bálsamo” NUAR/UFPA Belém-PA;

Em 1995, publicou o livro “O Bálsamo e outros Contos Insanos”, EDUFPA-Belém-PA;

Em 1998, publicou o livro “A Água Benta e o Diabo” FUNDECAP-Macapá – AP;

Em 2004, publicou o livro “EquinoCio” – Textuário do Meio do Mundo, Editora Paka-Tatu, de Belém-PA;

Fez parte do Projeto Sumaúma da Literatura amapaense, em 2009, com a “Coletânea de poetas, contistas e cronistas do meio do mundo”, cujo coordenador destaca que “em Fernando Canto, o canto vira encanto, um com teor filosófico, a ser desvendado pelo leitor no “Poema do Laço”, outro o poema em prosa “Oração ao peixe”, reinventa a lei da sobrevivência do mais forte e também representa uma verdadeira epifania do eu-lírico”.

Em 2010, publicou o livro “ADORADORES DO SOL” – Novo Textuário do Meio do Mundo”, pela Ed. Scontecci, de São Paulo.

Neste ano, publicou “Piratuba, a cantoria do lago, viagem de um poeta-cantador em sua nuvem tronco”, que considera uma oferenda do Amapá para todo o planeta.

Seu estilo intelectual caracteriza-se pela busca de maior especialização e maior rigor cientifico. Mas tal busca implica, a meu ver, na perda de algumas virtudes características da formação mais eclética e humanista de muitos dos que engrandecem a AALO. Refiro-me, sobretudo, à riqueza da imaginação e à qualidade literária dos seus textos.

Tanto a cultura como outros aspectos sociais locais, são evidenciados num quadro no qual o autor retrata com personalidade e autenticidade suas memórias e opiniões sobre seu povo do meio do mundo, numa linguagem acessível a todos.

O autor revela em suas crônicas e artigos, situações até então desconhecidas da grande maioria dos amapaenses do meio do mundo: são resultados de suas pesquisas individuais, lembranças e mergulhos poéticos que a vida e a paisagem instigam para a feitura de sua literatura.

Aliás, sua obra é de uma leitura simbólica, onde aos poucos, como numa cheia de horas a água vai encobrindo a terra obedecendo ao fluxo e ao ritmo da leitura, assim com essas lamparinas simbólicas intermitentes passeando por toda a geografia dos seus textos, poemas, relatos e mensagens quase faladas, o parente Fernando reafirma seu forte vínculo entre uma intima criação literária e o principio germinal das coisa deste mundo.

A chuva caindo sobre o vale, o rio banhando as vilas, a lágrima insistindo em cair de um rosto já cansado, a tarefa do artista, esta criação, recriação, transcriação de um tempo/espaço inventado como o mesmo que não se repete.

Na opinião de um de seus comentadores, se Antonio Conselheiro previu que o mar viraria sertão e o sertão, mar, a literatura de Fernando Canto, nos fazem ler que a terra vai virar água, ou melhor, que a água devagarinho encobrirá a terra, que não me deixa mentir sozinho as obras “macaPÁGUA” e “Bailiquido”, pois, afinal de contas para os antigos poetas celtas, a água era o espaço e o meio de revelações proféticas, a pororoca, para o Fernando, com as suas idas e vindas acaba assumindo estatuto de “tsunami amazônica”.

O parente Fernando assume em sua obra, não algo meramente apocalíptico, mas um ritual de transformação através da água, a que “seu povo do meio do mundo”, estará se submetendo.

Por aqui também temos nosso poeta cantador das águas.

Salve meu irmão Eduardo Dias, com seus versos onde:

terras vão caindo,

águas vão subindo.

É triste mas é lindo”.

Seja como for, todos reconhecem a qualidade literária dos seus livros e sua capacidade de apresentar e representar a cultura, os tipos humanos e os dramas da sociedade amazônica do meio do mundo, como gosta de se referir às coisas de Macapá, que adotou como terra provisória. Foram essas qualidades que deram a seus livros a popularidade sustentada até hoje, como o atestam seus críticos e amigos. Outra razão do êxito talvez seja o fato de que escreve dentro da tradição ficcional brasileira que sempre vinculou literatura e nação. Em seu caso, a vinculação é entre literatura e o meio do mundo, mas a região é vista como componente da nação e o mundo globalizado.

Seu estilo também é sóbrio, despojado, sem floreios e gorduras, sem sentimentalismos baratos, tal como uma paisagem amazônica, com textos obsessivamente limpos, podando a língua de todos os excessos, como um exterminador de palavras inúteis.

Na crônica “Cena amazônica”, a rapidez de raciocínio é tão presente, que o texto demora menos tempo do que o escalpelamento de uma mulher com os cabelos enrolados no eixo de um barco, e o seu suicídio nas águas do rio.

No conto NIRVANA, a vida amazônica é cruelmente comparada à vida do cupim, pois são “iguais a nós, humanos, vivem em sociedade, em enormes populações, sempre causando prejuízos”, e eu diria devorando e comendo, literalmente tudo, inclusive uns aos outros.

Aliás, de sua obra já escolhi o meu epitáfio, retirado de sua crônica VIVIDA, da obra EQUINOCIO.

Lá, espero, daqui há muito tempo, estará escrito:

Não me irritem. Este corpo aqui embaixo foi feliz. Apesar de sua cara às vezes brava, às vezes rabugenta, cantou, tocou, gozou, ironizou e rio de ouvir e de contar piadas. Parem de falar em morte e tragam-me uma vitória de meu time (o REMO) no campeonato nacional debaixo de um som alegre de domingo e com o sabor de uma cerveja impecavelmente gelada”.

Viajando por sua obra musical, Fernando não deixou por menos:

1970, teve participação no Conjunto Musical “FAMBER”, do Grêmio Jesus de Nazaré;

1971, participou do III Festival Amapaense da Canção, com a música, “Laguinho”, em parceria com Odilardo Lima;

– 1972, obteve o 2º Lugar no IV Festival Amapaense da Canção, com a música Devaneio.

1973, participou como músico e compositor do disco “Marabaixo”, para a divulgação do folclore amapaense-Conjunto Musical “Os Mocambos” -Gravadora Rosemblitz-Macapá AP/Recife-PE.

1974, obteve o 2º lugar no Festival do SESC-BH, com a música “Quando o Pau Quebrar”.

1975, surgimento do Grupo Musical Pilão, no IV Festival Amapaense da Canção, com a música “Geofobia”.

1978, obteve 1º Lugar no Concurso de Compositores do Amapá, realizado pela Fundação Movimento Brasileiro de Alfabetização Macapá-AP, com a música “Joana Joá”.

1981, obteve 1º Lugar no VI Festival Universitário da Música Amapaense -FUMAP-Associação dos Universitários do Amapá-Macapá-AP, com a música “Curriculum Vitae”.

1986, participou, como músico e compositor, do disco “Quando o Pau Quebrar” – selo Pilão/Gravason-Macapá-AP-Belém-PA.

1995, participante como cantor e compositor do disco “Na Maré dos Tempos”-Grupo Pilão.

1998, participante como cantor e compositor do disco “Trevelê”, – Grupo Pilão.

1998, 1º Lugar no II Festival Amapaense da Canção, Prêmios de Melhor letra, Música Mais Popular e Melhor Intérprete (Osmar Júnior), com a música “Farras &Cimitarras”.

2000, 1º Lugar no IV Festival Amapaense da Canção, Prêmios de Melhor Letra, Música Mais Popular e Melhor Intérprete e Melhor Arranjo (Osmar Júnior), com a música “Assim como Raul”.

É também jornalista colaborador – 220-DRT/AP. Escreve artigos e coluna em jornais da região desde 1981 e em blogs na Internet, desde 2009. Exerceu o cargo de Diretor de Cultura da Prefeitura de Macapá (2001-2007), diretor administrativo e coordenador substituto do Núcleo de Arte da UFPA, diretor do Departamento de Ações Comunitárias da UNIFAP, professor universitário do Núcleo de Educação da UFPA em Macapá (1982 e 1985), da UNESPA (1991), Arquidiocese de Belém (1992), e na UFPA (Departamento de Antropologia 1993-1994). É membro de diversas associações: Associação dos escritores do Rio de Janeiro, dos Escritores do Pará e dos escritores do Amapá; da Academia Amapaense de Letras (inativa desde 1989) e da Academia Maçônica de Letras do Estado do Amapá (vice-presidente); ex-membro do Conselho Territorial de Cultura do Amapá (1985/87).

Estes, senhores, são os obidenses

Senhor Presidente, Senhores acadêmicos, Prezados senhores presentes: Os senhores me concederam o privilégio de fazer estas saudação, e assim como Machado de Assis, também não quero conquistar o direito de ver a esta AALO como “glória que fica, eleva, honra e consola”. Eu não tenho este direito. Não a posso ver, nem a quero ver, como local de fruição de glórias, que as não tenho. Vejo-a antes como instituição cultural obidense, onde pelo discurso e pela criação literária se pensam e se representam Óbidos e a condição humana.

Além de continuar meu trabalho de advogado, gostaria de contribuir com a Graça de Deus para promover o diálogo entre seus membros e a sociedade obidense, por entender que tal diálogo poderá ser benéfico para a vida cultural desta cidade. Se conseguir isto, já será suficiente para minha felicidade e de minha família.

Senhores, agora que o novo acadêmico e os novos agraciados já estão saudados, plagiando o novo acadêmico com base na ajudante de seu texto O PEIXE, já posso lhes dizer: “Pronto, patrão. Agora eles são um peixe justo”.

MUITO OBRIGADO.

* Discurso proferido pelo Acadêmico José Raimundo Farias Canto, na solenidade de posse do Sociólogo e escritor Fernando Pimentel Canto, na cadeira de número 30 da AALO, Patrocinada pelo Padre José Nicolino de Sousa, realizada no dia 25 de julho de 2011, no auditório Professora Elza do Carmo Barboza Albuquerque, da Escola Estadual de Ensino Médio São José. 

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