Hóstia de Deus

Fernando Sousa

O ângelus nos chega trazido por suave brisa,

Vindo do mar, do céu e da terra, a sussurrar,

Através da mensagem dos pássaros a chilrear,

Que logo viria a noite e a Lua como sua poetisa.

 

Volvemos nosso olhar para o alto e a passarada,

Buscando seu abrigo onde pousa p’ra descansar,

Em conjuntos sincrônicos e donairosos ao revoar,

Obra prima da natureza que no arrebol faz morada.

 

E o conjunto se faz mágico ao som da marulhada,

Das costas d´África como d’outro lado a nos olhar,

Ou do pélago profundo das salobras águas do mar,

Onde seres incríveis ou desconhecidos têm pousada.

 

Encimando cintilante uma grandiosa esfera doirada,

Em fase plena a Lua Cheia se oferece para admirar,

Para se sentir, traduzir e, absorvendo, poder avaliar,

Tamanha grandiosidade como uma peça mui sagrada.

 

É de entender como momento da ação sacramentada,

Que ocorre no reino do Criador como se todos a orar,

Estão fixos participando da solenidade que no altar,

É levantada como “Hóstia de Deus”, já consagrada.

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