Meu encontro de Páscoa

Fernando Sousa

Estando ainda em São Paulo para ajustes de saúde, frequentei no domingo, dia 31 de março, a igreja de Nossa Senhora da Consolação para assistir a Santa Missa Pascal, adentrando ao templo em uma procissão alegre, canora e plena de jovialidade, onde estavam presentes jovens adolescentes e maduros.

Ao dirigir-me com minha esposa Ivanilde para ocupar um assento, no local de costume, percebi a presença de semblantes conhecidos e aproximei-me daquele senhor de cabelos grisalhos e aparência respeitável, que tinha a seu lado, pessoas também conhecidas. Aproximei-me e me identifiquei, perguntando se falava com Hélcio Amaral de Souza, o que confirmado, notei, seu irmão Haroldo com a esposa Enedina, bem como duas jovens, uma delas Ana Rosa. Segui em frente.

O culto ocorreu com os recursos incensais e toda a ritualística de comemoração especial com o desfile de religiosos engalonados, carregando cruzes e um Evangelho vistoso, etc…O evento desenvolveu-se com cânones tradicionais da cerimônia, o que criava no ambiente aquele misto se sacracidade e atenção, convidando e conseguindo a participação dos presentes, estes, mais compostos de jovens emocionados e encanecidos católicos.

Concluído o ofício religioso, reencontrei o grupo e os cumprimentei, buscando nesse contato as recordações dos tempos de adolescentes, em Santarém, com Hélcio e Haroldo, Enedina dos tempos de cursilhistas em Óbidos e duas filhas da nova geração. Momento sublime, que chegou chamando no antanho e um frêmito nos fazia sentir, pois as histórias de nossas vidas passadas achegaram trazendo Santarém de muitas ocasiões ou da saudosa “terra querida”, Óbidos. Ressalte-se que na profundidade do encantamento, veio-nos Podaliro, o pai, e d.Jandira (Tapuia), Mariza (amiga de quem guardo gratidão), aquela casa da rua Bacuri, ligada também ao “Coronell Sangrado”, decantado por Inglês de Souza, e até mesmo o ágil goleiraço Podaliro Filho. Foi um filme rápido, mas que só a natureza é capaz de reproduzir.

Estava-nos ainda reservada uma grande surpresa, quando Ana Rosa dirigiu-se a Ivanilde e lembrou a gravação que esta presenteara d. Enedina e família, com belos cantos sacros, estes que serviram de oração sonorizada, cantarolando mesmo, uma estrofe para melhor identificar. Neste instante, é impossível não lembrar o dom Floriano Lowenau, que com sua voz forte e cadente, ensinou-nos, a todos, essas preciosidades.

Confesso que eu e Ivanilde, registramos para os anais de nossa história de vida e contentamento, essas rememorações provocadas e que fizeram o nosso dia especial, onde, a nossa vida cristã se confunde com a estudantil, a profissional e a laica, tendo como palco, direta ou indiretamente, a “terra querida”.

Vale acrescentar, o lugar foi a igreja de Nossa Senhora da Consolação, cuja construção original teve participação registrada de nossos compatrícios d. Henriqueta e seu pai, aquela, irmã de Inglês de Sousa e mãe de Oswald Andrade, eles, os troncos da árvore genealógica nascidos na terra pauxi.

Ao retornarmos ao nosso lar, nosso aconchego paulista nos recebeu, percebendo o grande dia que ganháramos e, por isso, cumpre-nos agradecer ao Senhor por essa dádiva, onde há a particularidade relacionada com nossa hiperdulia, por via da Mãe da Mãe de Jesus, Sant’Ana, a que foi escolhida para nossa padroeira.

Recordar é Viver. Obrigado Senhor por este dia de alegria, concluído com almoço o com a esposa e os filhos Fernando, Fabíola, Frederico e Fernanda, domiciliados em São Paulo, ficando vazia a cadeira que seria de Fabrício, que permanece em Belém.

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